segunda-feira, 27 de agosto de 2007

País busca etanol a partir da celulose

Interessados em manter a liderança no mercado mundial de agroenergia, Brasil e Estados Unidos poderão unir forças para acelerar as pesquisas que permitam a produção economicamente viável de etanol a partir da celulose. A reportagem é de Fabíola Salvador e Leonardo Goy e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 27-08-2007.

O processo garante o reaproveitamento de materiais até agora descartados para a produção do biocombustível, como resíduos de madeira e bagaço de cana. Em setembro, cientistas brasileiros que fazem parte de cinco grupos de pesquisa vão viajar para os Estados Unidos para tentar costurar um protocolo de intenções nessa área com os americanos.

'O etanol produzido a partir da celulose é a grande bandeira, mas vamos buscar parcerias para algumas ações nas áreas agrícolas que têm gargalos científicos e tecnológicos', explicou o chefe-geral da unidade de Agroenergia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Frederico Durães.

O encontro de setembro será o quarto para tentar dar viabilidade ao acordo.

A produção de etanol a partir de celulose no Brasil ainda é experimental e não tem viabilidade econômica, já que os custos são altos. Mas a corrida para dominar a tecnologia já começou. E cada país aposta em caminhos próprios, até porque, para 'quebrar' a molécula da celulose, cada matéria-prima exige uma enzima específica. No Brasil, as pesquisas se voltam, principalmente, para o desenvolvimento de enzimas que permitam extrair a celulose do bagaço da cana. Nos Estados Unidos, o foco está em outras matérias-primas, como o milho. Segundo o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, com a produção de etanol a partir da celulose extraída do bagaço da cana, a produção de álcool por hectare pode saltar dos atuais 6 mil a 7 mil litros para algo em torno de 10 mil a 12 mil litros.

'Usando o bagaço, temos a vantagem de já termos a matéria-prima processada, colhida e estocada ao lado de uma unidade industrial', disse Dornelles. Trata-se, porém, de um processo demorado, segundo a pesquisadora Sônia Couri, responsável pelo laboratório de Processos Fermentativos da Embrapa Agroindústria de Alimentos.

'Por acaso, você pode até obter um material ideal, mas é preciso fazer um melhoramento genético e de linhagem para tentar aprimorá-lo', explica.

Já os americanos estão mais otimistas e acreditam que terão a tecnologia para produzir etanol a partir de matérias-primas como a switchgrass, um tipo de gramínea típica da pradaria, em menos de cinco anos.

No entanto, o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Mike Johanns, já disse que vai levar até duas vezes mais tempo para que se construa toda a infra-estrutura logística e de produção necessária para operar esse combustível.

‘Chávez não é um inimigo da religião’

Hugo Chávez não pode ser considerado inimigo da religião e menos ainda da Igreja Católica, como querem apresentá-lo os hierárquicas eclesiásticos venezuelanos. A opinião é do teólogo Juan José Tamayo em artigo para o sítio Periodista Digital, 25-08-2007.

Eis o artigo.

Nos dias 14 e 15 de agosto celebraram-se em Caracas as Primeiras Jornadas sobre Teologia da Libertação por ocasião do 90ª aniversário do nascimento do monsenhor Oscar Arnulfo Romero, arcebispo salvadorenho assassinado pelos esquadrões da morte em 1980. No mesmo dia de abertura do evento teve lugar a apresentação do projeto de Reforma Constitucional pelo presidente da República da Venezuela Hugo Chávez.

Hugo Chávez não pode ser considerado inimigo da religião e menos ainda da Igreja Católica como querem apresentá-lo os hierárquicas eclesiásticos venezuelanos. Ele se define como cristão, seguidor de Jesus de Nazaré e em reiteradas ocasiões tem dito que seu projeto político se inspira na teologia da libertação e na Doutrina Social da Igreja. Numerosos são os coletivos cristãos venezuelanos de distintas igrejas que apóiam criticamente a revolução bolivariana como se manifestou na Jornadas.

Estas foram um exercício de teologia da libertação com três momentos: análise crítica da realidade, juízo ético à luz do evangelho e proposta de caminhos para a transformação pessoal e social num horizonte de um cristianismo libertador. Esse foi o método que orientou as mesas de trabalho realizadas em quatro bairros de cidade de Caracas (Catia, Caricuao, Petare e El Valle), onde os moradores se agruparam espontaneamente para refletir sobre os problemas mais agudos do mundo e, especialmente, da sociedade venezuelana. Teoria e práxis, reflexão e experiência, evangelho e vida, ortodoxia e ortopraxis, oração e compromisso, espírito e libertação, deixaram de caminhar em paralelo ou em oposição para fazê-lo em interação fecunda e interpelante.

Muitos dão por morta a teologia da libertação, mas se trata de um desejo mais do que uma realidade. Sobre ela se tem estendido um véu de silêncio, mas em vão porque ela fala através do compromisso dos cristãos e das lutas dos pobres. Resulta difícil, para não dizer impossível, eliminar ou silenciar a teologia da libertação surgida na América Latina ao final dos anos sessenta do século passado, porque não se move no horizonte da razão pura e menos ainda da razão cínica, mas sim da razão prática e enquanto existirem cristãos e cristãs que vivam a sua fé na perspectiva ético-libertadora, ela não vai desaparecer. Além disso, não é uma teologia de sacristia que cheira a incenso e fomenta as obras assistenciais, mas teologia da realidade histórica transformadora.

A teologia da libertação se re-pensa e re-formula dentro dos processos históricos a partir dos novos sujeitos protagonistas da transformação: as mulheres dupla ou triplamente oprimidas, as comunidades indígenas historicamente subjugadas, os afro-descentes cujas culturas tem sido sacrificadas, os continentes e povos inteiros excluídos da globalização, a terra submetida a um desenvolvimento técnico-científico depredador, os camponeses, os meninos e meninas de rua, etc


Quem é o dono do seu celular? Você ou a operadora?

Imagine como seria comprar um carro e, logo após dar a partida, ouvir do vendedor as seguintes exigências: 'O senhor está obrigado, por contrato, a só abastecer na nossa rede de postos de gasolina. Não tente nenhuma 'gracinha', senão o motor não vai pegar. Além disso, o senhor se compromete a comprar X litros de gasolina por mês - que, se não forem gastos, serão automaticamente descartados pelo tanque do carro'.

Bizarro, não? Mas é mais ou menos assim que funciona o mundo dos celulares. Na maioria dos casos os aparelhos vêm bloqueados, ou seja, propositalmente 'travados' para só funcionar na rede de uma empresa - se você quiser trocar de operadora, azar o seu. Algumas vezes, até mesmo funções vêm limitadas. Não há como mudar o toque, o papel de parede ou instalar programas que não sejam os vendidos pela operadora. A reportagem é de Bruno Sayeg Garattoni e Maurício Moraes e Silva e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 27-08-2007.

É difícil pensar num produto que venha tão cheio de limitações após a compra. Nem as perigosas armas de fogo estão sujeitas, por contrato, a tantas restrições. Quem é, afinal, o dono do seu celular? O fabricante? A operadora? Não. É você mesmo. Mas nem parece.

Só que uma rebelião contra esse mundo de restrições está começando - e, quem diria, por causa da Apple. Quando Steve Jobs lançou o iPhone, há dois meses, todo mundo babou com os recursos ultra-sofisticados do aparelho. Mas, logo depois, veio a decepção: superbloqueado, o iPhone só funciona na rede da operadora americana AT&T - e, no que depender da Apple, não tem nem previsão de chegada ao Brasil.

Foi a deixa para a mobilização de um esquadrão de hackers, que começaram a procurar um jeito de romper o bloqueio e libertar o iPhone para uso em qualquer lugar do mundo. Na semana passada, eles conseguiram.

Graças a um hacker de São Paulo, que prefere não se identificar, o 'Link ", suplemento do jornal O Estado de S. Paulo, pôde ver e testar com exclusividade o primeiro iPhone realmente desbloqueado para uso no Brasil.

Ele está rodando na rede de uma operadora brasileira, no caso a TIM. Mas teoricamente funciona em qualquer rede que adote o padrão GSM - segundo relatos, já funciona na Claro (e deve rodar sem problemas também na Vivo). Isso porque o bloqueio está no aparelho, e não na operadora - o que também ocorre no seu telefone.

O iPhone não é o primeiro celular a ser desbloqueado - praticamente todos os aparelhos atuais, dos mais simples aos mais refinados, já podem ser 'libertados'. O da Apple é apenas o mais desejado de todos.

Mas por que, afinal, as operadoras bloqueiam seus aparelhos e estipulam condições que às vezes parecem abusivas para os consumidores?

sábado, 25 de agosto de 2007

A Imprensa

Edson Luiz Sampel
Doutorando em Direito Canônico pela PUC de Buenos Aires, Argentina

Edson Luiz Sampel

Sem sombra de dúvida, a imprensa desempenha um papel crucial neste país. Quando as instituições, sobretudo o judiciário, são inoperantes, é a imprensa que desvenda casos escabrosos. Muita vez, os jornalistas elaboram verdadeiros inquéritos policiais; dando tudo de bandeja para o ministério público propor a ação judicial.


No âmbito institucional, podemos asseverar que a imprensa decerto representa um quarto poder: o poder do cidadão, principalmente do fragilizado, sem voz e nem vez, que assiste inerme ao desrespeito do seu direito. Ainda bem que temos uma boa imprensa no Brasil, pelo menos no que tange às investigações e denúncias de corrupção. Como se descobririam, por exemplo, as iniqüidades perpetradas por juízes, vez que compete a eles punir a conduta dos criminosos, senão pela atuação da imprensa independente?


Os celerados deste país (e são tantos) temem mais a imprensa do que qualquer outra entidade. E é bom que seja assim. Oxalá nossa imprensa continue impávida na sua vocação cívica de ajudar a debelar a corrupção que vilipendia o erário e destrói a sociedade.


A imprensa católica também possui uma missão fundamental. Incumbe-lhe a tarefa de anunciar a boa notícia do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Mais. A imprensa católica abordará os acontecimentos sob a ótica do evangelho. É neste ponto decisivo que a aludida imprensa diferencia-se das demais, porquanto ela é portadora de valores sublimes que quer inculcar na sociedade. A imprensa católica não pode ser imparcial; porquanto ela tem de fazer a leitura dos fatos à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres.


A imprensa católica será fiel à sua nobilíssima missão, na medida em que denunciar a injustiça e comunicar os imperativos do evangelho. Ela jamais poderá se vergar à pieguice, pois, a seu modo e destemida, ela tem de contribuir na implementação do reino de Deus.

Romaria das Águas e da Terra

Romaria das Águas e da Terra

Foram 5 km de fé, orações, cantos e o desejo de que água e terra sejam acessíveis, que a preservação destes bens se torne um compromisso assumido por todos. Neste clima de comunhão, milhares de pessoas, vindas de várias partes do estado, ganharam as ruas de Belo Horizonte para celebrar a 11ª Romaria das Águas e da Terra.

A caminhada, que teve início no viaduto Ulisses Guimarães, seguiu até à Praça da Estação e representou o Rito Penitencial da Celebração, foi um momento único para a Arquidiocese de Belo Horizonte. O arcebispo metropolitano, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, lembrou a importância da Romaria para a Igreja: “acolhemos este movimento com alegria, porque nosso trabalho é de conscientizar a todos sobre uma questão tão relevante”.

A todo momento a 11ª Romaria das Águas e da Terra lembrava o trabalho da missionária Irmã Doroty e de Dom José Mauro, importantes defensores de causas sociais relacionadas ao tema.

Para o bispo emérito de Goiás Velho, Dom Tomás Balduino, a Romaria representa um momento especial na caminhada da Igreja, que a partir do Concílio Vaticano II e da II Conferência Geral do Episcopado Latino-americano (Medelin) se abriu para o mundo dos pobres.

A celebração da 11ª Romaria das Águas e da Terra foi encerrada com a proclamação da carta de compromisso.

Leia, na íntegra, a carta de compromisso da 11ª Romaria das Águas e da Terra de Minas Gerais.

Terra e Água, no campo e na cidade, a vida em primeiro lugar

Belo Horizonte, 19 de agosto de 2007.

“A terra geme e seus filhos desfalecem; ... até peixes do mar estão desaparecendo.” (Os 4,3).

“Olhei as montanhas: elas tremiam, e todas as colinas se abalavam.” (Jr 4,24).

Em romaria, somos homens e mulheres do campo e da cidade, caminhamos na capital – centro das decisões políticas de Minas Gerais-, com um só desejo, de proclamar que terra e águas são sagradas. A vida deve estar em primeiro lugar. Queremos construir o projeto de Jesus Cristo: “vida em abundância para todos e tudo”. (Jo 10,10).

A vida se manifesta no chão das Minas Gerais de múltiplas culturas e de biodiversidades, contrapõe com o sistema neoliberal e nos atribui a missão de promover a dignidade humana e a ecologia. O lucro, em detrimento da pessoa humana, submete os filhos e filhas de Deus a situações de exploração e marginalização. Os pobres e a natureza, em todos os lugares, são excluídos dos projetos de desenvolvimento implementados pelos governantes que agem a serviço da acumulação do capital das grandes empresas e corporações transnacionais. A vida germinal, em todo canto, nos impulsiona à ruptura com as estruturas capitalistas. A mãe terra, seus filhos/as e a irmã água clamam pela construção de uma sociedade sustentável.
Vidas expulsas de seus territórios, camponeses e comunidades tradicionais – povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores, vazanteiros.

A Reforma Agrária se faz necessária como caminho rumo à justiça social e à preservação ambiental. A concentração de terras, muitas dessas terras públicas e griladas, apropriadas pelos latifundiários e pelo agronegócio, de forma violenta e criminosa, provocaram a destruição da natureza, dádiva divina.

Também o êxodo de milhões de famílias camponesas para as periferias das cidades. Encontramos na região metropolitana de Belo Horizonte mais de 4,9 milhões de habitantes, onde 13,8% desta população economicamente ativa estão desempregados. Aqui o déficit habitacional é de mais de 50 mil moradias para as famílias de baixa renda, e contraditoriamente, na região existem mais de 75 mil imóveis desocupados. Os recursos públicos, ao invés de aplicados para resolver problemas sociais e de infra-estrutura das comunidades em risco, são usados para viabilizar a circulação da riqueza. Entre essas obras, caminhamos na Linha Verde, avenida que, apesar do nome, não foi capaz de conviver com os pobres e devolver a vida ao ribeirão Arrudas. Águas sucumbidas correm ao desalento junto aos mais de 200 rios e córregos sepultados, ainda vivos sob as estruturas de concreto. Os pobres são expulsos do centro, aglomeram-se nas periferias em condições degradantes, sem espaço na “cidade” ou no campo, sem acesso às políticas públicas. Os moradores de rua lutam aguerridos pelos seus direitos. O lixo reciclado pelos catadores de papelão despertou a cobiça dos empresários que querem ceifar a autonomia daqueles que do lixo recriam a vida.
“O Deus da vida enxugará toda lágrima dos nossos olhos, pois nunca mais haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor. Sim! As coisas antigas desapareceram!” (Ap 21,4). As comunidades se recriam, onde são estabelecidas novas relações entre as pessoas e a natureza emergem organizações populares nos aglomerados. Vozes novas lutam por reforma agrária também no ar, com democratização da comunicação.

A água, fonte de vida, está ameaçada pelas mineradoras, barragens e monoculturas. Entre os romeiros ouvimos o clamor dos atingidos pelas atividades da MBR, da VOTORANTIN, Rio Pomba, MMX, CVRD, CEMIG, ALCAN e tantas outras, que violam os direitos ambientais comprometendo a quantidade e a qualidade das águas. Em época de crise mundial de água, esses empreendimentos causam danos até aos mananciais de água de abastecimento público. A vida que jorra nas bacias hidrográficas agoniza nas águas poluídas, assoreadas e interrompidas por barragens. Anunciamos que a luz e a força de Deus brilham em nós e pedem a construção de uma sociedade sustentável.

O Rio São Francisco e toda a bacia sanfranciscana clamam por revitalização com terra, povo e rio vivo. Não queremos a transposição das águas do São Francisco, projeto insano, faraônico, mentiroso, sofisticação da indústria da seca. Os nordestinos precisam é da democratização da água lá existente, o que passa por um Projeto de Convivência com o semi-árido, pela construção de 1 milhão de cisternas, e mais 140 tipos de tecnologias alternativas e 530 obras prescritas pela ANA – Agência Nacional de Águas - no Atlas Nordeste. Transpor o São Francisco é tratar a água como mercadoria, é priorizar o hidronegócio em detrimento da vida Á água é bem ambiental – bem comum da humanidade e da biodiversidade. A vida quer ressurgir contra as monoculturas do eucalipto, da cana, do capim, da soja que geram conflitos e deixam atrás de si uma grande sujeira social e ambiental.

Denunciamos o modelo energético causador de irreparáveis conflitos sociais e ambientais, que transfere nossas riquezas às grandes empresas. Pagamos valor abusivo por energia elétrica, até 6 vezes mais o valor cobrado das empresas. A vida incomodada se mobiliza. Os movimentos sociais apresentaram à Assembléia Legislativa Projeto de Lei de Iniciativa Popular para a isenção de 100 quilowatts de energia às famílias de baixa renda.

As lutas populares ecoam vida, entre essas somamos esforços na campanha que repudia o programa de desestatização das empresas nacionais com a apropriação do patrimônio público pelo capital privado. Situações escandalosas e ilegais exigem a anulação do leilão que vendeu a Companhia Vale do Rio Doce por preço insignificante. “A Vale é nossa!”, clamam os romeiros.
Caminhamos por uma nova Jerusalém, juntos na luta por uma cidade mais justa e mais humana, e que todos, no campo e na cidade, tenham acesso às políticas públicas de saúde, moradia, educação, lazer, assistência social e soberania alimentar. Eis a glória de Deus caminhando conosco! Sentimos a luz e a força de Deus nos acompanhando!

Fiel ao projeto de Jesus Cristo libertador, em irmandade com os mártires da caminhada de nossa América, queremos nessa 11ª Romaria, renovar o nosso compromisso de salvaguardar a vida da terra e das águas. Pois, “enquanto a terra e água não forem de todos - é um pecado da humanidade que clama a Deus”. E assim veremos, então, um novo céu e uma nova terra. Amém! Aleluia! Axé! Auerê! Uai!.

Romeiros e Romeiras da 11ª Romaria das Águas e da Terra de Minas Gerais.



Fonte: www.arquidiocesebh.org.b