sábado, 11 de agosto de 2007

Crise se alastra e BCs reforçam intervenção que já chega a US$ 300 bilhões

O medo de que a crise das hipotecas de alto risco dos Estados Unidos provoque uma forte restrição do crédito em geral espalhou-se ontem por diversos países. Com isso, os bancos centrais locais tiveram de despejar dinheiro para conter a alta dos juros nos mercados de empréstimos interbancários. No total, os BCs puseram cerca de US$ 140 bilhões no sistema financeiro. O valor das intervenções - incluindo as de quinta-feira - está na casa de US$ 300 bilhões. A reportagem é de Leandro Modé e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 11-08-2007. A notícia é destaque nos principais jornais do mundo, hoje. Trata-se da maior operação para evitar uma seqüência de quebras bancárias desde o 11 de Setembro.

Outra vez, o maior montante foi desembolsado pelo Banco Central Europeu (BCE), de US$ 83,5 bilhões. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevou sua injeção de US$ 24 bilhões na quinta-feira para US$ 38 bilhões ontem. Os bancos centrais do Japão, do Canadá, da Suíça, da Austrália, da Noruega, da Coréia do Sul e de Cingapura também tiveram de intervir no mercado.

Nas bolsas de valores, o dia de ontem foi de intensa volatilidade.

No Brasil, o impacto maior foi no câmbio. O dólar subiu 1,35%, para R$ 1,952, maior valor desde 26 de junho. O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) acompanhou a tentativa de melhora em Nova York e reduziu as perdas no fim do pregão. O recuo de 1,48% levou o indicador para 52.638 pontos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário